O futebol se transformou em uma das maiores potências econômicas do planeta e o novo ranking de receitas divulgado pela Deloitte Football Money League 2026 deixou claro quem realmente domina dentro e fora de campo.
Alguns gigantes mantiveram sua posição de elite, mas há novos rostos entre os 30 mais ricos do mundo, incluindo um representante sul-americano que surpreendeu ao furar o domínio europeu.
Real Madrid domina o topo com folga
O Real Madrid continua reinando absoluto no cenário financeiro do futebol.
Com € 1,161 bilhão em faturamento na temporada 2024/25, o clube espanhol é o único do mundo a ultrapassar a marca de um bilhão de euros pelo segundo ano consecutivo.
Grande parte desse resultado vem das receitas comerciais, que chegaram a € 594 milhões, impulsionadas por novos contratos e recorde em vendas de produtos oficiais.
Mesmo com leve queda de 6% na arrecadação de bilheteria, os merengues mantêm distância confortável em relação aos concorrentes e seguem como referência em gestão esportiva.
Barcelona e Bayern voltam a crescer
Logo atrás do Real, o Barcelona retomou o segundo lugar, com € 974,8 milhões, seguido do Bayern de Munique, com € 860,6 milhões.
A equipe alemã foi impulsionada pelo aumento de receitas de transmissão e pela participação na Copa do Mundo de Clubes.
Entre os ingleses, o Liverpool superou o Manchester City e se tornou o clube mais rentável do país.
O Manchester United, por outro lado, teve sua pior posição na história, ficando em oitavo lugar.
Os 30 clubes mais ricos do mundo em 2026
- Real Madrid (Espanha) – € 1,161 bilhão
- Barcelona (Espanha) – € 974,8 milhões
- Bayern de Munique (Alemanha) – € 860,6 milhões
- Paris Saint-Germain (França) – € 837 milhões
- Liverpool (Inglaterra) – € 836,1 milhões
- Manchester City (Inglaterra) – € 829,3 milhões
- Arsenal (Inglaterra) – € 821,7 milhões
- Manchester United (Inglaterra) – € 793,1 milhões
- Tottenham (Inglaterra) – € 672,6 milhões
- Chelsea (Inglaterra) – € 584,1 milhões
- Inter de Milão (Itália) – € 537,5 milhões
- Borussia Dortmund (Alemanha) – € 531,3 milhões
- Atlético de Madrid (Espanha) – € 454,5 milhões
- Aston Villa (Inglaterra) – € 450,2 milhões
- Milan (Itália) – € 410,4 milhões
- Juventus (Itália) – € 401,7 milhões
- Newcastle (Inglaterra) – € 398,4 milhões
- Stuttgart (Alemanha) – € 296,3 milhões
- Benfica (Portugal) – € 283,4 milhões
- West Ham (Inglaterra) – € 276 milhões
- Eintracht Frankfurt (Alemanha) – € 269,9 milhões
- Brighton (Inglaterra) – € 238,7 milhões
- Everton (Inglaterra) – € 234 milhões
- Crystal Palace (Inglaterra) – € 232,5 milhões
- Bournemouth (Inglaterra) – € 218,5 milhões
- Roma (Itália) – € 216,3 milhões
- Wolverhampton (Inglaterra) – € 206,3 milhões
- Brentford (Inglaterra) – € 206 milhões
- Flamengo (Brasil) – € 202,7 milhões
- Olympique de Marselha (França) – € 188,7 milhões
Crescimento global e desafios
De acordo com a Deloitte, os 20 primeiros clubes do ranking somaram € 12,4 bilhões em receita, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.
As receitas comerciais lideram o crescimento global, seguidas pelos direitos de transmissão e pelo faturamento com dias de jogo.
Apesar disso, ligas como a Serie A Italiana e a Ligue 1 Francesa enfrentam desafios com queda nos valores de TV doméstica, enquanto a Premier League segue dominando o cenário com nove clubes entre os 20 mais ricos.
No centro desse poder econômico estão as grandes transferências de futebol, que movimentam bilhões a cada temporada e definem o rumo de clubes e estrelas em todo o planeta.

